Tio Zé Bá e Apocalypse Reggae

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Tio Zé Bá e Apocalypse Reggae

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Sobre

Música feita com amor”, assim Maércio José, o Tio Zé Bá da banda Apocalypse Reggae, define seu trabalho. Os 14 anos de amor, estrada e “peleja” trouxeram o amadurecimento musical, que hoje faz do Apocalypse Reggae uma das representantes da cidade de Petrolina no cenário musical de Pernambuco, em eventos como Festival Pernambuco Nação Cultural 2009 - 2010, Raiz Remix, e palcos alternativos da região.

A afinidade musical dos componentes da banda surgiu na infância, vivida entre latas, sucatas e batuques feitos nos quintais do bairro petrolinense José e Maria.

Em 1996 a brincadeira começa a ficar séria, Maércio, Gil e Beto montam a primeira formação da banda, a “Banda Caos” que, de acordo com os gostos e influências musicais de cada um dos integrantes, tocava diversos ritmos.

A guinada para o reggae veio em 1997, com um convite do então percussionista Lenilson. Mas as coisas não parariam por ai. Instigado por outros ritmos Maércio tentava ‘misturar’ a batida tradicional do reggae com o hip-hop. “Mas minhas propostas não passaram, diziam que meu hip-hop não tinha nada a ver com reggae”, nos conta ele.

13 anos depois o show do Apocalypse Reggae faz um passeio por diversos ritmos. A pegada afro-descendente traz as heranças, histórias e lutas do povo negro para os palcos. “Tudo fruto de muito estudo musical”, finaliza Maércio.

Estudo musical e engajamento político são dois dos traços mais marcantes da banda. As letras de protesto retratam o cotidiano das comunidades periféricas e das classes marginalizadas da nossa sociedade.

A participação em eventos sociais e políticos, como as semanas da consciência negra nas cidades de Juazeiro e Petrolina, encontros estudantis e apresentações no presídio depõem um pouco sobre o trabalho de militância encampado nestes 14 anos de estrada. Um grito pela equidade social que ecoam dos atabaques e da Bateria de Lenilson, cordas de Zé Magão e Edvonaldo, vozes de Tio Zé Bá e Ceiça.

Mas é dos palcos fervilhantes de Canoa Quebrada-CE, um dos mais importantes núcleos de reggae do Nordeste, que vem a inspiração para a mistura rítmica que faz o diferencial da Apocalypse.

Atualmente a banda se debruça sobre seu quarto trabalho. O disco, que ainda não tem nome definitivo, dialoga com diversos ritmos, desde o ribeirinho Samba de Véio, ao norte americano blues. Passando por Londres a música Julgado pelas Estrelas (http://www.4shared.com/audio/_dQgRQGK/Julgamento-Darc_Marc_Remix.html) foi remixado pelo DJ Darc Marc e a música Ilha ganha um toque caribenho.

Criatividade, sem perder o reggae de vista, que deixa o som do Apocalypse Reggae mais dançante, afinal de contas, não dá, como a banda mesmo nos fala, pra ficar preso aos arranjos de Bob da década de 70!

Por: Quercia Oliveira
Jornalista e Historiadora

Pela FUNDARPE:
SHOWS - No Parque Aza Branca, o Palco Juazeiro recebeu a seletiva de bandas do Sertão do Araripe, do São Francisco e de Itaparica com o projeto itinerante Observa e Toca. Subiram ao palco Ana Paula Nogueira, Rukha, Carrancudos, Andranjos e Tio Zé Bá e Apocalypse Reggae. As duas últimas foram as vencedoras da etapa e já estão concorrendo, junto com as vencedoras de outras etapas do Festival, a um dia de gravação de material ao vivo em um estúdio. O palco alternativo também recebeu os forrozeiros Bel Lima e DiJesus Sanfoneiro, que colocaram o povo para dançar o autêntico forró pé-de-serra bem embaixo do tradicional juazeiro.

Integrantes:
Um a um: Conheça os integrantes da Apocalypse Reggae.

Começando sua carreira musical com uma banda de lata, Lenilson entrou para o grupo em 1994. Cuidando dos tambores do Apocalypse é um dos responsáveis pela pegada regueira da banda!


Vivendo somente de música, Zé Magão, que recebeu o apelido de operário da música, divide seu tempo, desde 2006, entre as cordas do Apocalypse Reggae e o trabalho de free lance com outras bandas.


Engajada no projeto desde 1998, a back vocal Ceiça tem duas licenças maternidades na sua história de idas, para cuidar da família, e voltas aos palcos com a Apocalypse Reggae.

Em alta, o baixo de Edvonaldo está no Apocalypse desde 1999 quando entrou para substituir Gil. Entre suas principais influências musicais podemos relacionar os, bons e velhos, Beatles.

Na banda desde a primeira formação, Maércio José empresta sua voz e a criatividade a Apocalypse Reggae. Inquieto, está sempre sugerindo novos diálogos e permutas com outros ritmos musicais.

 

Por Quércia Oliveira

 

 

 

 

 

 

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